Este é um Blog educacional, dedicado a discussões acadêmicas sobre a Ecologia Evolutiva. Contém chamadas específicas relacionadas às disciplinas de Ecologia da Universidade Federal de Ouro Preto, e textos didáticos gerais.
Terça-feira, 23 de Novembro de 2010
Seminários turma 2010 Bacharelado - Origens da vida

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E BIOLÓGICAS

DEPARTAMENTO DE BIODIVERSIDADE, EVOLUÇÃO E MEIO AMBIENTE

 

  

ÉRICA BARBOSA FELESTRINO

LARISSA AZEVEDO MELGAÇO DA SILVA

PRISCILA FABIANA RODRIGUES

SÍLVIA AMARAL ZEBRAL

 

 

 

ORIGEM E DIVERSIDADE   DAS FORMAS DE VIDA

 

 

Ouro Preto

2010

INTRODUÇÃO:

 

A escala de tempo geológico representa a linha do tempo desde o presente até a formação da Terra, dividida em éons, eras, períodos, épocas e idades, que se baseiam nos grandes eventos geológicos da história do planeta. Embora devesse servir de marco cronológico absoluto à Geologia, não há concordância entre cientistas quanto aos nomes e limites de suas divisões.

De acordo com as teorias geralmente aceitas, a Terra teria tido o início da sua formação há aproximadamente 4,6 bilhões de anos (esse número hoje é calculado com maior exatidão: 4,567 bilhões de anos) através de uma nuvem de gás e poeira em rotação, que deu origem ao nosso Sistema Solar. A vida começou na Terra há pouco mais de 3,5 bilhões de anos, no período Arqueano.

No começo, tudo na Terra era rocha derretida, que, depois de algum tempo, se solidificou e formou a superficíe terrestre. Naquela época havia muitas erupções vulcânicas, e por essa razão, a atmosfera da terra era tóxica. Houve um grande período de chuvas, que durou milhões de anos, e as partes de terra que ficaram emersas formaram os continentes.

As primeiras formas de vida nasceram nas águas quentes e serenas do mar, ao abrigo dos raios ultravioletas do Sol. Eram pequenas esferas protegidas por uma membrana, em condições de se dividirem. Com o passar do tempo, essas primitivas "máquinas" vivas se uniram a corpúsculos prontos para a fotossíntese, para a respiração e para a reprodução. Tornaram-se assim verdadeiras células. Até, aproximadamente, um bilhão de anos, os habitantes da Terra eram seres microscópicos (semelhantes aos organismos unicelulares de hoje) que viviam isolados ou agregados em grandes colônias.

Depois surgiram os Procariontes, formas de vida unicelares que continham DNA, a molécula fundamental da vida. Depois dos Procariontes, vieram os Eucariontes que já eram mais complexos, continham um núcleo e organelas. Tempos depois, surgiram os vermes achatados e criaturas invertebradas mais complexas, como os Trilobitas. De pequenos seres chamados conodontes, surgiram os peixes, que se tornaram no Devoniano os donos dos mares, e que por alguma razão desconhecida, talvez em busca de alimentos ou para fugir de predadores, começaram a sair para a terra firme, e deram origem aos anfíbios que podiam andar na terra, mas necessitavam viver em pântanos pois não sobreviviam muito tempo fora da água. Os anfíbios evoluíram aos répteis, que viviam sem dependência da água e dos répteis evoluiram os sinapsídeos, ancestrais dos mamíferos, que permaneceram escondidos durante o longo reinado dos dinossauros até se tornarem os donos do mundo.

Segundo Darwin, a vida surgiu uma única vez (ou pelo menos só uma única linhagem primordial deu origem a todos os seres viventes de hoje, sendo outras extintas – ancestral esse denominado recentemente de cenoancestral) e, a partir de variações surgidas ao acaso nesse ser vivo primordial, novas espécies foram surgindo, e outras se extinguindo, com estimativas recentes de que existam atualmente pelo menos 3,6 ou até 117,7 milhões de espécies no planeta (Wilson, 1994). Ainda hoje, com o extraordinário avanço de tecnologias e do conhecimento acerca da origem e diversificação das espécies, tal analogia, a da árvore da vida, continua robusta e amplamente aceita.

Evidências evolutivas marcantes vêm da observação de estruturas vestigiais encontradas em algumas espécies, dos fósseis, das homologias e, mais recentemente, dos estudos sobre o DNA. O estudo do registro fóssil também traz uma série de fabulosas evidências sobre a origem das espécies a partir de modificações de espécies ancestrais.

A partir de populações de um ancestral universal que viveu há mais de 3,5 bilhões de anos (cenoancestral) determinados indivíduos se adaptaram a diferentes condições ambientais por seleção natural. Eventualmente surgiu isolamento reprodutivo entre populações (nas espécies sexuadas) e novas espécies surgiram. Esse processo perdurou por bilhões de anos e continua até hoje e é responsável pela miríade de espécies e formas que conhecemos hoje. A maioria das espécies se extinguiram no caminho. Assim, a árvore da vida nasceu, cresceu e continua emitindo novos ramos.

 

Era Pré-Cambriana

 

Foi durante o Pré-Cambriano que os eventos mais importantes da história da Terra aconteceram: o início do movimento das placas tectônicas; o início da vida na Terra; o aparecimento das primeiras células eucarióticas; a formação da atmosfera; o aparecimento dos primeiros animais e vegetais.

O Hadeano não é um período geológico verdadeiro. Nenhuma rocha é tão antiga a exceção dos meteoritos. Durante o Hadeano, o sistema solar estava tomando forma, provavelmente dentro de uma nuvem grande de gás e poeira em torno do sol. Como as colisões entre planetésimos grandes liberam muito calor, a Terra e outros planetas seriam derretidos no começo de sua historia. A solidificação do material derretido aconteceu enquanto a Terra esfriou. Por algum tempo durante os primeiros 800 milhões de anos de sua historia, a superfície da Terra mudou do líquido ao sólido. Uma vez que a rocha dura formou-se na Terra sua historia geológica começou. Isto aconteceu provavelmente antes de 3,8 bilhões de anos, mas a evidência disso não esta disponível. A erosão e o tectonismo destruíram provavelmente toda a rocha mais antiga que 3,8 bilhões de anos. O começo do registro de rocha que existe atualmente na Terra é do Arqueano.

A atmosfera no Arqueano era muito diferente daquela que nós respiramos hoje, ela era composta de metano, amônia e de outros gases que seriam tóxicos a maioria da vida em nosso planeta hoje. Também nessa era, a crosta da Terra esfriou e as rochas e placas continentais começaram a se formar. Durante o arqueano que a vida apareceu primeiramente no mundo. Nossos fósseis mais antigos datam de aproximadamente 3,5 bilhões de anos e são constituídos de microfósseis e bactérias, porém novos estudos sugerem que bactérias termófilas e hipertermófilas - capazes de sobreviver a temperaturas de 50, 80 ou de até 110 graus Celsius - possam ter surgido a aproximadamente 3,9 bilhões de anos. De fato, toda a vida por mais de um bilhão anos era microscópica. Estromatólitos são colônias que foram encontradas como fósseis na África do Sul e na Austrália ocidental. Os estromatólitos foram abundantes em todo Arqueano, mas não são comuns hoje.

Coacervados e caldos nutritivos: Moléculas orgânicas que formavam os caldos ao se agruparem formaram os coacervados e deles os seres vivos. Atmosfera de gás carbônico: Atmosfera ao qual se desenvolveu os primeiros seres vivos até os primeiros procariontes.

O Proterozóico começou a 2,5 bilhões de anos e terminou há 544 milhões de anos. Muitos dos eventos da história da Terra e da vida ocorreram durante o proterozóico, os continentes se estabilizaram, os primeiros fósseis abundantes de organismos unicelulares surgiam nesta época. No proterozóico médio veio a primeira evidência de oxigênio na atmosfera.

 

Era Paleozóica

O Período Cambriano tem seu início marcado pelo aparecimento das formas de invertebrados abundantes e diversificados. Nesse período apareceram todos os filos de animais com esqueleto fossilizados, incluindo Arthropoda, representados pelos trilobitas, Brachiopoda (conchas-lampião), os Mollusca (incluindo gastrópodes, bivalves e cefalópodos), os Porifera e uma grande variedade de classes dos Echinodermata. Muitos animais peculiares desse período representam filos extintos. A extraordinariamente rápida diversificação taxonômica do cambriano, conhecida com “Explosão Cambriana” é considerada um dos grandes problemas da evolução devido ao surgimento dessas inúmeras novidades evolutivas numa pequena janela de tempo geológico.

Após a extinção em massa do Cambriano, muitos filos se diversificaram no Ordoviciano. A fauna desse período possuía características bem diferentes da predominante no período anterior. Houve um aumento especialmente marcante na diversidade de equinodermas; ao final do Ordoviciano,existiram mais 21 classes de equinodermos, tendo a maioria desaparecido no final. Os mais antigos fósseis dos vertebrados conhecidos, os ostracodermas sem mandíbulas e carapaça pesada (Classe Agnatha), são encontrados no Ordoviciano. No final desse período, numerosas famílias extinguiram-se, juntamente a uma pronunciada regressão do nível marinho.

No período Siluriano a diversidade biológica aumentou mais uma vez. Houve diversificação dos agnatas e aparecimento de uma nova classe de vertebrados, os placodermas, que tinham mandíbulas e, em alguns casos, estruturas com a forma de nadadeiras. Foi nesse período que apareceram as primeiras formas de vida terrestre como escorpiões miriápodos e plantas vasculares pequenas, tais como Cooksonia.

O Período Deviniano apresentou grande radiação adaptativa de corais e trilobritas e emergência dos Amonoidea, cefalópodes semelhantes a lulas revestidos com conchas. Os agnatas e placodermas atingiram o pico de sua diversificação nesse período, mas apenas alguns placodermas sobreviveram à passagem para o do Devoniano para o Permiano e o registro fossilífero dos agnatas cessa no final do Devoniano. Entre os organismos atuais, os agnatas são representados pelas lampreias e enguias. Esse período representa a "Idade dos Peixes", surgem os tubarões (Classe Chondrichthyes), apesar de serem bastante diferentes dos tubarões atuais. Os primeiros representantes animais da vida na terra foram os artrópodes.  Os anfíbios apareceram nesse tempo, provavelmente de crossopterígeos. Ichthyostega do final do Devoniano, tinha membros totalmente formados, mas seu crânio era muito semelhante ao dos crossopterígeos.

O Período Carbonífero tem esse nome devido à grande quantidade de carvão mineral originado nas grandes florestas e pântanos que cobriam a maior parte das terras imersas. Essas extensas florestas eram dominadas por samambaias, pteridospermas e licófitas de porte arbóreo e esfenófitas. Houve profusão de ordens primitivas de insetos, incluindo Orthoptera, Blattaria (baratas), Ephemerida, Homóptera (cigarras) e um grupo de ordens "paleópteras" primitivas que não sobreviveram após o Paleozóico. Apareceram os anfíbios, muitos dos quais enormes (mais de 4 metros), e sofreram uma radiação adaptativa que continuou através do Permiano, porém sua grande maioria se extinguiu no final daquele período.  Os primeiros répteis, os protorotirídeos, evoluíram de um antigo estoque de anfíbios, os diadectiamorfos nesse período.

O último período de Era Paleozóica corresponde ao Período Permiano. Foi quando uma variedade de grupos de répteis evoluiu a partir dos protorotirídeos. Apareceram dos Terapsídeos, répteis com características de esqueleto dos mamíferos. Também foi tempo da radiação dos peixes ósseos condrósteos e evolução dos Holostei, representados hoje pelo âmia e pelo peixe-agulha. O Período Permiano terminou com a maior extinção em massa até então sofrida pelos seres vivos. Estima-se que até 95% de todas as espécies vivas antes do evento de extinção desapareceram.

Era Mesozóica

            Ao longo de aproximadamente 180 milhões de anos, durante a era mesozóica, a Terra assistiu ao surgimento dos ancestrais das principais espécies de plantas e animais que existem atualmente. A era mesozóica é a terceira das quatro principais eras geológicas em que se consiste a história da Terra. Divide-se em três períodos bem diferenciados: o triássico (entre 245 e 208 milhões de anos atrás), o jurássico (entre 208 e 144 milhões de anos) e o cretáceo (entre 144 e 66,4 milhões de anos). O evento marcante dessa era foi à separação dos dois supercontinentes, Gondwana e Laurásia, que deram origem às atuais massas continentais. Registrou-se a evolução de uma flora e de uma fauna bem diversas das que se haviam desenvolvido durante a era paleozóica e das que surgiriam depois, na cenozóica.

Em meados da era mesozóica, a Laurásia, que incluía a maior parte da América do Norte e da Eurásia, separou-se totalmente de Gondwana pelo mar de Tétis, no hemisfério sul. Durante o jurássico, a América do Norte começou a se afastar dos dois supercontinentes. No final do jurássico, a África já tinha começado a se separar da América do Sul, e a Austrália e a Antártica já estavam desligadas da Índia.

Em grande parte sedimentares, as rochas mesozóicas estão amplamente distribuídas por todos os continentes. Os sedimentos marinhos foram depositados por transgressões marinhas, que deram origem a mares epicontinentais (sobre os continentes) pouco profundos durante os períodos em que o oceano alcançou nível mais alto. Os sedimentos também se acumulavam em geossinclinais (grandes depressões alongadas) ao longo do litoral leste da América do Norte e do golfo do México, na costa da Eurásia e de Gondwana e em torno da atual bacia do oceano Pacífico.

No Brasil, os terrenos mesozóicos cobrem vastas áreas do interior e também do litoral do nordeste e, no sul a bacia do rio Paraná, como é conhecida hoje. No início do mesozóico o clima foi árido, originando-se vasto deserto com abundante deposição eólica de areias. Tal deposição foi entremeada de intenso vulcanismo, responsável por extensos derrames de lava basáltica. Seguiu-se, no cretáceo, a deposição de areias mais tarde consolidadas por cimento calcário e que encerram restos de dinossauros e outros répteis.

Os répteis foram as principais formas de vida terrestre durante a era mesozóica. No triássico, os Labirintodontes, grandes e desajeitados anfíbios, viviam principalmente na água. Após seu desaparecimento repentino, multiplicaram-se sapos e rãs. Os Cotilossauros, surgidos no paleozóico (carbonífero tardio), se diferenciaram nas mais importantes formas de répteis, que dariam origem às tartarugas, aos principais grupos marinhos, aos Terapsídeos (animais semelhantes aos mamíferos ), e aos Tecodontes.

Os Tecodontes foram os ancestrais dos mais conhecidos répteis mesozóicos, os dinossauros. No jurássico, os dinossauros tomaram formas gigantescas e impressionantes: o Apatossauro e o Diplodocos, ambos herbívoros; o Estegossauro; o Alossauro, grande carnívoro de duas pernas; e o maior de todos os carnívoros, o Tiranossauro. Os dinossauros se desenvolveram e diversificaram ao longo do cretáceo, mas extinguiram-se de repente no fim do período.

O Pterossauro, animal com asas semelhantes às dos morcegos e um dos répteis de mais extraordinária adaptação, foi o precursor das aves. Ineficiente do ponto de vista aerodinâmico, por suas asas de grande envergadura e membranosas, assemelhava-se a um planador lançado de lugares altos. As aves evoluíram a partir de répteis, e isso é comprovado por um dos mais surpreendentes fósseis já encontrados, o do Arqueoptérix, a mais antiga ave conhecida. Não só possuía características de réptil, como dentes e cauda, mas também, com extraordinária definição, as penas que as aves desenvolveram a partir das escamas dos répteis.

Os répteis aquáticos do mesozóico eram bastante diversificados e totalmente adaptados ao ambiente marinho. Entre os de grande porte, os mais notáveis eram os Notossauros, Placodontes, Ictiossauros, Plesiossauros e Mosassauros. Alguns precursores dos peixes modernos evoluíram durante o mesozóico. A forma mais primitiva de peixes vertebrados era o Chondrosteiformes, extinto. É representado nos tempos modernos pelo esturjão. Os peixes holósteos (com escamas não totalmente ossificadas) substituíram os condrósteos (peixes com esqueleto interno cartilaginoso e pele com placas ósseas), mas sua população também se reduziu e só algumas espécies sobreviveram. Os teleósteos (peixes com esqueleto ósseo) foram os vertebrados marinhos que mais se desenvolveram. Dominaram as últimas fases do cretáceo e estão bem representados até hoje. É provável que os sobreviventes mais conhecidos sejam as modernas variedades de tubarão que surgiram na era mesozóica. Algumas formas pouco diferem de seus ancestrais do jurássico e do cretáceo.

Entre os invertebrados mesozóicos marinhos, os mais importantes são os Ammonites, parentes do náutilo perolado, que se diversificaram em centenas de espécies. Suas formas retas ou onduladas e compartimentadas são importantes para a classificação das rochas da era mesozóica, pois servem com freqüência para identificar formas estratigráficas geograficamente distantes, mas contemporâneas. Os Ammonites constituem um fenômeno mesozóico comparável aos dinossauros e também desapareceram de súbito no fim do período cretáceo, quando se extinguiu aproximadamente um terço das espécies vivas, inclusive algumas plantas e a maioria dos répteis terrestres marinhos e alados (Dinossauros, Ictiossauros e Pterossauros).

Na flora da era mesozóica destaca-se o predomínio das gimnospermas, vegetais superiores nos quais os órgãos reprodutivos aparecem expostos, como ocorre com os pinheiros. As coníferas diversificaram-se e se estenderam por muitas áreas do globo. As criptógamas vasculares, como as samambaias e outras plantas, que no paleozóico tinham reinado de forma absoluta, formando extensas florestas, sofreram forte regressão.

Ao que parece, no mesozóico começaram os ciclos das estações, como demonstram os troncos das coníferas no cretáceo, com anéis reveladores de um crescimento característico, o que não ocorre nos fósseis jurássicos. Em fins desse último período e começo do cretáceo surgiram às primeiras angiospermas, de início dicotiledôneas, como choupos e eucaliptos, e mais tarde monocotiledôneas, da família das palmáceas (palmeiras).

Era Cenozóica

Durante os 65 milhões de anos da Era Cenozóica ou Idade dos Mamíferos o mundo assumiu sua forma moderna.  Invertebrados, peixes, répteis eram essencialmente modernos, mas mamíferos, pássaros, protozoários e ainda plantas com flores evoluíram e se desenvolveram durante este período. Ela é dividida em dois períodos muito desiguais, o Terciário (que compõe quase todo o Cenozóico), e o Quaternário que é somente os últimos dois milhões de anos.  O Terciário é dividido em dois sub-períodos o Paleógeno e o Neógeno. 

Durante o Cenozóico a fragmentação das massas de terra continental que iniciou no Mesozóico continuou até a sua configuração atual. Durante seu início, os continentes ainda não haviam se movido para tão longe de suas posições equatoriais como o que observamos hoje, mas as maiores massas de terra estavam ainda mais isoladas do que no presente. Continuou-se a separação que se iniciou no fim do Jurássico e início do Cretáceo, onde se separaram a África da América do Sul e a Austrália da Antártica.  Assim a Gondwana deixa de existir como um supercontinente.  A América do Norte separa-se da Europa, aumentando o Oceano Atlântico. A Austrália foi liberada dos demais continentes do Sul na metade do Eoceno, mas a América do Norte e a do Sul não entraram em contato até o Plioceno. A Índia colidiu com a Ásia no Mioceno, formando as cadeias montanhosas do Himalaia. A África entrou em contato com a Eurásia no final do Oligoceno, ou no início do Mioceno, fechando a expansão original leste-oeste do Mar de Tethys e formando a, atualmente fechada, bacia do Mediterrâneo e criando os Alpes.

No início dessa era o clima mundial era tropical morno, semelhante ao encontrado no Mesozóico.  O Neógeno viu um esfriamento drástico no clima do mundo, possivelmente causado pelo soerguimento do Himalaia. Durante o período Quaternário o clima frio continuou resultando na idade do gelo, ou uma série de idades do gelo com períodos mornos.

A radiação dos mamíferos ocorreu durante este fracionamento das massas continentais, quando estoques distintos foram isolados em continentes diferentes. Esta separação de estoques ancestrais, uns dos outros, por meio de processos físicos do planeta, ao invés de por meio de seus próprios movimentos, é chamada de vicariância. Parte da diferença quanto à distribuição dos mamíferos atuais resulta da biogeografia de vicariância, ou seja, os animais e os vegetais são carregados, passivamente, sobre as massas de terra em movimento.

No início da Era Cenozóia todos os mamíferos eram pequenos e pouco especializados. Os marsupiais parecem ter sido onívoros e arborícolas, como os gambás modernos, enquanto que os eutérios eram, na maioria, formas insetívoras primitivas e terrestres, similares aos musaranhos, ou ungulados arcaicos.

O Paleógeno viu a diversificação de muitos mamíferos e pássaros, enquanto se encontravam em condições tropicais.  Durante o Paleógeno Inferior os continentes estavam isolados através de mares rasos, e linhagens diferentes de Mamíferos evoluíram em cada um, mamíferos estes que ainda incluíram muitas formas gigantes semelhante aos rinocerontes atuais, os uintatérios da Ásia e América do Norte, brontotérios e arsinotérios africanos.  Haviam  enormes pássaros carnívoros não voadores, os diatrymideos da Laurásia e o Sul com os Phorusrhacideos.  Todos estes animais viviam em florestas tropicais. 

Os crocodilianos sobreviveram aos dinossauros e a extinção do Cretáceo-terciário. Nos mares apareceram as primeiras baleias dentadas arcaicas. Protistas marinhos gigantescos, (foraminíferos) do tamanho de lentilhas evoluíram durante o Eoceno. Moluscos bivalves e gastrópodes eram basicamente os mesmos de hoje.  Os nautilóides experimentaram a última radiação evolutiva moderada no Paleogeno.  Formas transitivas ancestrais de cefalópodes e de coleóides modernos evoluíram. Equinodermos, corais, briozoários, insetos e esponjas eram basicamente modernos. Formigas eram até mesmo então mais numerosas do que são hoje.

Durante o Neógeno evoluem mamíferos modernos e plantas com flores, como também muitos mamíferos estranhos.  A coisa mais surpreendente que aconteceu durante o Neógeno Inferior foi à evolução dos gramados.  Isto conduziu à evolução de animais adaptados a vida nas savanas e pradarias. Os cavalos e animais de pasto conquistaram uma história de sucesso durante o Neógeno. Ainda havia, porém muitos animais de floresta. 

Os Mastodontes viveram em todos os continentes menos na Austrália.  Muitos mamíferos estranhos, litopternos, notoungulatos, boriaenas, evoluíram em isolamento na América do Sul antes de uma ponte de terra que permitiu uma invasão das formas do norte.  Enquanto isso durante o Neógeno Superior Hominídeos apareceram nas savanas da África, os Australopithecineos.   

Os oceanos estavam habitados por baleias modernas que tinham substituído as baleias dentadas arcaicas.  Eles eram os animais mais inteligentes do tempo, mas eles nunca desenvolveram o uso de ferramentas.  Também nos mares apareceram os maiores tubarões carnívoros, Charcharodon, um antecessor do Tubarão Branco moderno, mas muito maior e mais pesado.

O período Quaternário viu a flora e a fauna de insetos ser essencialmente moderna.  Contudo muitos tipos de mamíferos extintos ainda existiam, e geralmente de grande porte, que sobreviveu ate a idade do gelo do Pleistoceno.

De uma certo modo, pode-se considerar que o clima na era Terciária é uniforme, sendo que aproximando-se do seu final, observou-se uma queda de temperatura que resultaram nas glaciações. Os mamíferos foram os animais privilegiados nesta era pelo seu grande desenvolvimento, não se podendo dizer o mesmo dos grandes répteis que foram totalmente extintos. Alguns protozoários, denominados numulares, chegam a alcançar o tamanho de ate 5 cm, sendo que seus depósitos resultaram em formações calcárias que foram utilizadas pelos egípcios nas construções das pirâmides.

Como principal representante da Flora aparecem as angiospermas, sendo que nas regiões temperadas ocorreram espécies bastantes semelhantes às atualmente encontradas nas regiões tropicais. No Brasil, os terrenos terciários ocupam aproximadamente 15. 88% do território nacional, recobrindo áreas do baixo planalto amazônico e maranhense; parte do litoral maranhense até Campos, no Estado do Rio de Janeiro; as bacias terciárias do médio Paraíba do Sul, e ainda a bacia do Tietê onde se encontra a cidade de São Paulo.

 

Referências Bibliográficas

  • http://www.portalbrasil.net/educacao_seresvivos_eras.htm. Acessado em: 16 Nov. 2010;

—  Pough, H et al. (2005). A Vida dos Vertebrados, 3a edição.

—  Raven, P et al. (2007). Biologia Vegetal, 7a edição.

—  http://www.gforum.tv/board/1428/151465/escala-geologica.html

—  http://pt.wikipedia.org/wiki/Evolu%C3%A7%C3%A3o_da_vida_e_forma%C3%A7%C3%A3o_da_Terra



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 21:12
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