Este é um Blog educacional, dedicado a discussões acadêmicas sobre a Ecologia Evolutiva. Contém chamadas específicas relacionadas às disciplinas de Ecologia da Universidade Federal de Ouro Preto, e textos didáticos gerais.
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Seminário Turma 2010 Bacharelado - Evolução Humana

Universidade Federal de Ouro Preto

Disciplina: Evolução (BEV170)

Professor: Sérvio Pontes Ribeiro

Grupo: Alice Leite, Fernando Mathias,

Mariana Almeida, Walles Henrique

Evolução Humana

Origens dos Hominídeos

Humanos são classificados como primatas, grupo que surgiu a aproximadamente 65 milhões de anos no paleoceno simultaneamente à uma grande irradiação adaptativa dos mamíferos placentários. Evidências fósseis indicam que os primatas surgiram a partir de pequenos insetívoros terrestres noturnos e adaptados à vida sobre as árvores. Tornam-se os primatas primitivos. Durante o oligoceno os primatas passaram por mais uma radiação adaptativa que levou aos três principais ramos de primatas antropóides: Os macacos do novo mundo (Cebóides), Os macacos do velho mundo (Cercopitecóides) e os símios/humanos (hominóides). (Coppens, 1994)

A era dos símios assim chamada graças ao grande número e diversidade de hominóides foi um período de 25 milhões de anos até 6 milhões de anos AP. Durante esse tempo os diferentes tipos de símios variavam desde o generalizado e arbóreo Proconsul até o grande terrestre Gigantopithecus. Durante esse período de tempo, uma grande mudança climática ocorreu no leste e norte da África, levando à substituição das florestas tropicais por savanas no final do mioceno. Adaptações à essas novas condições ambientais resultaram em um retorno a vida terrestre por várias espécies de hominóides, bem como por muitos macacos do velho mundo. (Kennedy, 1980). Dentre esses hominóides, encontravam-se os ancestrais do homo sapiens, os hominídeos.

A linhagem hominóide divergiu em algum momento entre 5 milhões e 8 milhões de anos AP, formando os pongídeos, grupo que inclui os gorilas e chimpanzés modernos e seus ancestrais; e os hominídeos, humanos modernos e ancestrais.  Os hominídeos caracterizam-se pela locomoção bípede, dieta onívora e, posteriormente, pela capacidade craniana aumentada e organização social, considerada adaptações à vida nos campos abertos das savanas em vez das florestas protegidas.

Todavia, o habitat da savana é um dos fatos que torna o entendimento da evolução humana difícil, pois seus ossos estavam sujeitos ao intemperismo do sol e das chuvas além da erosão dos solos ácidos. Assim, o registro fóssil humano é muito menos produtivo do que a maioria dos outros grupos.

Os primeiros hominídeos devem ter vivido nas áreas de transição entre florestas e savanas. Tais transições entre dois ou mais tipos de ambientes são conhecidas como ecotonos. Já que um ecotono contém alguns componentes de ambos os ambientes adjacentes, é mais rico do que qualquer um dos dois sozinhos. Uma espécie vivendo em um ecotono, portanto, tem acesso a um farto conjunto de recursos;  neste caso, recursos da floresta e da savana (Campbell, 1983). Contudo, uma espécie vivente nesse local deve ter flexibilidade comportamental para que seja capaz de adaptar-se aos dois tipos de ambiente. A idéia de que a vida neste ecotono contribuiu para o desenvolvimento da bipedia, dos hábitos alimentares onívoros e da cefalização é amplamente aceita.

Desde 1974, a história evolucionária das origens humanas tem mudado rapidamente, remetendo o momento da primeira aparição de nossos ancestrais para 4,4 milhões de anos AP. Nessa época o mais antigo hominídeo conhecido era o Australopithecus afarensis, apelidados de “Lucy”, datada em 3,1 milhões de anos. Tinha apenas 1,1 metros de altura e pesava cerca de 30 quilos. Possuía uma mandíbula pronunciada, o cérebro semelhante ao de um chimpanzé e andava de forma ereta sobre pernas completamente estendidas. Outros remanescentes fósseis pertencentes à espécie de Lucy datam de 3,9 milhões de anos AP, talvez indicando uma estase evolutiva de 0,8 milhões de anos. Osso dos pés fossilizados de hominídeos recuperados na áfrica do sul, datam de 3 a 3,5 milhões de anos de idade e demonstram que a parte anterior do pé era adaptada ao bipedalismo, enquanto, o dedão era semelhante ao dos símios, adaptado à vida arbórea (Clarke & Tobias, 1995; Gore, 1996).

Talvez o mais importante dos achados fósseis tenha sido o dimorfismo que existia nesta espécie ancestral dos humanos sendo os machos consideravelmente maiores e mais robustos. Há especulações de que Lucy tenha sido um macho, já que sua pelvis não permitiria a passagem de uma criança. Esta perspectiva, junto aos estudos dos padrões de fluxos sanguíneos cerebral e medidas dentárias,adiciona mais combustível à fogueira de discussões sobre a possibilidade de que o pequeno A. afarensis possa ser, na verdade, uma espécie à parte.

A linhagem evolutiva humana não é completamente conhecida, sendo que os hominídeos descritos abaixo obedecerão uma ordem de acordo com o tempo em que estiveram na Terra, do mais antigo ao mais recente. Isso não significa que um hominídeo descendeu diretamente do outro.

Ardipithecus ramidus: Descobertos na Etiópia em 1992-1993 são os remanescente fósseis da mais e remota espécie de hominídeos (White et al., 1994; Fischman, 1994). Devido a sua idade, 4,4 milhões de anos, aproximando-se da era na qual hominídeos e pongídeos divergiram, alguns paleontólogos são audazes o suficiente para aclamá-lo como o tão procurado “elo perdido”. Apresenta muitas características semelhantes aos chimpanzés, entretanto é considerado bípede.

Australipithecus anamensis: Foi descoberto em 1995 no Quênia datado em 3,9 milhões de anos. O A. anamensis  é um excelente candidato a uma posição intermediária entre o A. ramidus e o A. afarensis. Era bípede, tinha massa corpórea estimada de 50 kg.

Australipithecus afarensis: Lucy, encontrado na região de Afar, na Etiópia, é o hominídeo pré-homo mais completo encontrado até hoje, consistindo de mais de 60 pedaços de osso do crânio, da mandíbula, dos braços, das pernas, da pélvis, das costelas e das vértebras. O depósito onde foi encontrada data de 3,2 milhões de anos. Apresentava baixa estatura (fêmeas 1 m, e machos 1,5m), volume cerebral entre 380 e 450 cm3 e eram bípedes. Os dentes e a mandíbula era claramente humanos e sua dieta devia ser rica em alimentos duros.

Australopithecus bahrelghazali: é um pouco mais jovem que A. anamensis e conteporâneo do A. afarensis. Foi encontrado em Chad, centro da África, em sítio fóssil interpretado como um ;ago na floresta. Foi o primeiro hominídeo encontrado a oeste da fenda de “Rift Valley”, o que sugere que os primeiros hominídeos estavam mais dispersos pela África e era mais diversos quanto aos seus habitats.

Australopithecus ghari: Datada em 2,5 milhões de anos foi encontrada na Etiópia. Alguns cientistas a consideram o elo perdido entre os gêneros Australopithecus e Homo. Primeira espécie a se alimentar de carne a usar ferramentas.

Australopithecus africanus: Antes de se tornar extinto, há cerca de 3 milhões de anos, o Australopithecus afarensis possivelmente deu origem a, pelo menos, 3 novas linhagens: Australopithecus africanus, Paranthropus robustus e P. boisei. As duas últimas espécies às vezes agrupadas no gênero Australopithecus, tornaram-se extintas entre 1 milhão e 1,5 milhão de anos AP, aparentemente exercendo papel algum na sequência evolutiva humana. A linhagem do africanus, entretanto, é significativa, porque alguns cientistas acreditam que ela deu origem ao maior dos passos na evolução humana, o Homo habilis, entre 2 milhões e 2,5 milhões de anos AP e talvez as outras linhagens as quais incluiriam o Homo rudolfensis e até o Homo erectus.

Homo habilis: Originou-se a cerca de 2,5 milhões de anos AP e se extingiu 1 milhão de anos depois, o Homo habilis, era muito semelhantes aos seus ancestrais mais simiescos mas, significantemente, e talvez de forma diferente de seus antecessores, os quais usavam materiais pré-existentes como ferramentas, o Homo habilis parece ter feito suas ferramentas lascando as pedras a fim de dar-lhes o formato desejado. É bem provável que esses hominídeos fossem carniceiros em vez de caçadores, inteligentes o suficiente para antecipar o comportamento de seus predadores, como leões e leopardos, e outros carniceiros, portanto, moviam-se rapidamente para capturar seu alimento, antes ou depois de outros animais.

Homo erectus: Medindo, em média, 1,7 metros de altura, o Homo erectus reteve o crânio simiesco (testa achatada, toro supra-orbital pronunciado) e mandíbula (sem queixo) de seus predecessores, mas seu crânio havia aumentado em relação ao crescimento total do corpo, levando a um maior desenvolvimento cerebral, o que forneceu a plasticidade necessária para que se adaptassem aos diferentes ambientes e para sua ampla dispersão. Se os predecessores foram originados no leste da África como demonstram as evidências, eles teriam de ter viajado a pé, aproximadamente de 4.800 km a 12.000 km para chegar a Algéria ou a Java e Pequim. A descoberta e utilização do fogo para cozinhar e aquecer e o uso de ferramentas mais eficientes foram fatores cruciais para sua sobrevivência pois esses ambientes variavam desde a umidade dos trópicos  e a aridez do norte da África até a frigidez do norte da China e Europa. Também é provável que a caçada de grandes animais requeresse planejamento e coordenação, sugerindo algum mecanismo de comunicação, talvez até uma forma primitiva de fala e, muito importante para nossa história, é esta espécie que muitos antropólogos acreditam ter dado origem aos humanos contemporâneos.

Homo sapiens neanthertalensis: Os Neandertais apareceram primeiro a cerca de 150 mil anos. Eram mais baixos e fortes comparados aos humanos modernos, com a forma do corpo robusta e musculosa (tórax largo, articulações largas e membros curtos), facialmente tinham testa curta, nariz largo e saliente, tórus supra-occipitais proeminentes e queixo curto. O cérebro é do mesmo tamanho dos H. sapiens sapiens atuais, entretanto era aumentado de forma diferente. Parecem ter sido muito mais fortes que os humanos modernos fabricavam instrumentos de pedra cada vez mais sofisticados, como as ferramentas industriais do tipo molsteriano (bater, apunhalar e cortar), tinham uma sociedade organizada, não se sabe se tinham a capacidade para uma linguagem complexa, mas foram os primeiros humanos conhecidos a enterrar seus mortos provavelmente com rituais.

Homo sapiens sapiens: chegou à Europa e à Ásia entre 40.000 e 30.000 anos atrás. Em relação à origem dos humanos modernos, alguns cientistas acreditam em um modelo multirregional para a evolução humana, enquanto outros acreditam em uma única origem africana. Na primeira teoria, populações locais já diferenciadas de Homo erectus que viviam em regiões distintas evoluíram independentemente. Na segunda teoria, ocorreu uma onda de migrações para fora da África, substituindo o Homo erectus na Ásia e os neandertais na Europa. Análise de materiais fósseis indica, provavelmente, uma única origem africana, que também é sustentada pela hipótese da Eva mitocondrial e o cromossomo Y, na qual a análise de DNA de pessoas de todo o mundo mostra que todos são descendentes de uma única mulher que viveu na África há 170.000 anos e a análise de uma sequência de 2600 pb do cromossomo Y indica que todos os machos humanos são descendentes de um único indivíduo. Isso não significa que havia apenas uma mulher ou um único homem, mas que apenas seus descendentes conseguiram sobreviver e se estabelecer nas condições que existiam na época.

Evolução cultural

 

Consiste em mudanças do comportamento fundamentadas no aprendizado cultural das sociedades e não em alterações de freqüências gênicas dos indivíduos, podendo ser tanto vertical (dos mais velhos para os mais jovens) quanto horizontal (imitações de práticas entre irmão e companheiros do mesmo grupo).

Obviamente, aspectos culturais e genéticos podem em determinadas ocasiões interagir. Por exemplo, muitos povos asiáticos são geneticamente incapazes de metabolizar produtos derivados do leite, excluindo-os de sua dieta tradicional.

A evolução cultural diverge da evolução biológica em pontos muito importantes, sendo o mais marcante que a evolução cultural é lamarckiana: comportamento, a língua e as peculiaridades adquiridas por um indivíduo é passada para seus descendentes. Dessa forma a evolução cultural ocorre de uma forma muito mais rápida e perceptiva que a biológica.

Todavia, a evolução cultural é muito mais intricada do que a evolução biológica porque as sociedades adotam os hábitos umas das outras e porque, inclusive, ela impõe um tipo de herança integrada. 

É bastante evidente que a cultura humana se modifica com o decorrer dos séculos. A priori esse movimento pode parecer natural, talvez até esperado. No entanto alguns cientistas acreditam que algumas dessas mudanças se deram por um processo semelhante à seleção natural, ou seja, traços culturais, que de alguma maneira beneficiam determinada população, sobrevivem e são passados para a próxima geração. 

Algumas características culturais têm suas freqüências aumentadas não somente devido à transmissão cultural, mas porque elas influenciam  no crescimento e na dispersão das populações, como, por exemplo, a agricultura tornou possível que populações pastoris alcançassem densidades populacionais maiores do que comunidades de caçadores-coletores.

Na evolução genética, ocorre uma mudança numa característica à medida que os números relativos de indivíduos com um ou outro genótipo são alterados e as propriedades da população freqüentemente são a somatória das propriedades dos indivíduos que a compõe. Mas os eventos culturais não são simplesmente resultados de alterações numéricas e o comportamento não pode ser interpretado como sendo meramente uma conseqüência dos desejos e das condutas dos seus membros.

Dessa forma, segundo Richard Dawkins, no seu livro O gene egoísta, os traços culturais podem ser classificados em unidades menores, similares aos genes. Essas unidades de cultura, chamadas de meme, podem sofrer um processo de seleção natural na medida em que o traço cultural expressado pelo meme é de certa forma importante para determinada população. Tomando como exemplo a higiene, são bastante evidentes os benefícios que a higiene nos traz. Manter hábitos como tomar banho com regularidade, lavar as mãos antes de se alimentar e medidas similares, evitam uma série de problemas com contaminação por agentes nocivos ao homem.

Cabe ressaltar que qualquer meme transmitido sofre alterações, as idéias fundamentais transmitidas, por mais simples que sejam não é a mesma a partir do momento que é recebida.

Sendo assim, podemos concluir que não há maneiras de saber quais desses avanços culturais estiveram associados com alterações genéticas na capacidade de pensamento, imaginação e conscientização. A evolução cultural não possui fronteiras e não há qualquer forma de prever que rumo tomará no futuro.

 

Características físicas e mentais da evolução humana

 

Características humanas podem ser conseqüências da lentidão do processo de maturação que distingue os humanos de outros primatas. Essa demora na maturação pode ser conseqüência da seleção para grande capacidade de aprendizado (seleção para “inteligência”), que é, de longe, nossa característica mais importante.

À medida que as habilidades mentais  foram sendo aprimoradas no processo evolutivo, deve ter acontecido uma seleção para mudanças de características morfológicas, tais como a estrutura da mão, onde a destreza manual evoluiu de forma a se adequar a evolução cultural adquirida.

Assim o aumento da capacidade cultural, propiciou aos seres humanos moldarem um meio social cada vez mais complexo e variável que, seguramente, trouxe novas pressões seletivas intensas.

Exemplo dessas pressões seletivas pode ter sido o aumento na competição e a agressão entre os grupos hominídeos primitivos, forçando assim um desenvolvimento das capacidades de raciocínio e habilidades mentais cada vez maiores.

Dessa forma podemos inferir que o aumento das habilidades mentais pode estar diretamente relacionada com o aumento das habilidades motoras e desenvolvimento físico.

Comportamento Humano

 

As condições culturais humanas têm influenciado e continuam influenciando a evolução biológica, como tamanho da população, fluxo gênico.

Com relação ao comportamento, poucas questões atraem tanto interesse quanto essa: como nosso comportamento pode ser limitado pelos nossos genes.

Argumentos abordam dois problemas distintos, um no qual a questão é se diferenças entre indivíduos e grupos em relação à inteligência ou comportamentais são baseadas em diferenças genéticas, ou outra, onde é questionado se uma característica humana aparentemente invariável é determinada pelo genoma, o que se entende por “natureza humana”.

A questão de alguma coisa ser natural remete a existência de uma essência dos seres vivos, que se amolda a eles em maior ou menor grau.

A natureza humana inclui qualquer ação que os mesmos façam, desde sua orientação sexual até seu comportamento agressivo ou não e a não ser que se considere que esses padrões de comportamento teriam relação genotípica, nenhuma pessoa pode ser considerada mais “natural” que a outra. Isto também se deve ao fato de não existir um critério claro para definir naturalidade ou não.

Dito isso, podemos considerar que devido a nossa capacidade ampla de aprendizado, e mudança rápida de conceitos culturais, o padrão de reação comportamental do genótipo humano é muito amplo.

 

Referências Bibliográficas

 

DAWKINS, R. O Gene Egoísta. Itatiaia Editora

FLUTUYAMA, D.J; Biologia evolutiva. (coord) VIVO, M. MELO, F. 2ed. Ribeirão Preto. Funpex-Rp, 2002. p. 301-324.

POUGH,F. H; JANIS, C.M; HAISER, J. B. A vida dos vertebrados. 6 ed. São Paulo. Atheneu, 2003. p. 7-12.

KORMONDY, E. J.; BROWN, D. E. Ecologia Humana. São Paulo. Atheneu, 2002



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 12:00
link do post | comentar | favorito

pesquisar
 
posts recentes

Convite a visitar meu out...

material de aula por emai...

Mera observação

leitura de contraposição:...

Feliz dia dos professores

Para quem que notícias so...

Preparando para a prova

A mente do cientista e a ...

Resenha do livro " causa ...

Leitura para 14 de março ...

A euqação da Co-existênci...

Avaliação Final de Ecolog...

Para a prova final de Evo...

Belo Monte para cientista...

Seminários - Evolução da ...

Seminários - Evolução Hum...

SemináriosEvolução Bach 2...

Seminários Evol Bach 2011...

Seminários de Evolução 20...

orientações para a prova ...

Março 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Copyscape
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
arquivos

Março 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Agosto 2012

Abril 2012

Março 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Julho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Dezembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Julho 2009

Abril 2009

Março 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

links
Copyscape
Page copy protected against web site content infringement by Copyscape
blogs SAPO
subscrever feeds