Este é um Blog educacional, dedicado a discussões acadêmicas sobre a Ecologia Evolutiva. Contém chamadas específicas relacionadas às disciplinas de Ecologia da Universidade Federal de Ouro Preto, e textos didáticos gerais.
Quarta-feira, 13 de Julho de 2011
Seminários de Evolução - extinção

Padrões de extinção e Extinções em massa

 

 

grupo: Andresa Maira da Fonseca, Erica Milena de Castro Ribeiro, Fernando Augusto

da Silveira e Josyellem Oliveira.

 

INTRODUÇÃO

 

            Como se sabe, a diversidade biológica cresceu e muito nos últimos 3,5 bilhões de anos. Organismos multicelulares só apareceram no registro fóssil 1,4 bilhões de anos atrás, sem explicação para a demora e depois se diversificam explosivamente a 600 milhões de anos atrás, no Cambriano recente.

            As plantas e animais invadem o meio terrestre a 450 milhões de anos (a atenção é focada em plantas e animais porque apesar de se reconhecer que houve vida antes do Cambriano, não se consegue calcular a sua diversidade).  Sepkoski (1992) afirma: “A básica observação aqui é que a diversidade não tem sido contínua. Esta não é uma conclusão que pode ser alcançada facilmente pelo primeiro principio evolucionário”.

            Lawton & May (1995) reconhecem que o período mais interessante tenha sido os dois primeiros bilhões de anos e que os microorganismos terem mantido e produzido o nível de oxigênio na atmosfera foi muito importante, mas mesmo assim mantém o foco em plantas e animais.

            Segundo Ridley (2004), a descoberta de que as espécies de extinguem é relativamente recentes na história humana: data do final do século XVIII e início do XIX. Bem antes dessa época, os fósseis já eram conhecidos, mas quando se encontrava um fóssil diferente de todas as espécies conhecidas, acreditava-se que poderia ter vivido em alguma região ainda não explorada do globo. Ao longo das descobertas de fauna e flora pelos continentes e oceanos, estas se tornaram cada vez mais bem-conhecidas durante o século XVIII. Ficando assim mais provável que algumas formas fósseis já não mais existissem. E, ao final deste século, vários naturalistas já aceitavam que alguns grupos de invertebrados marinhos, como os amonites, estavam extintos.

            Além disso, antes da década de 80, pouco se sabia sobre os mecanismos que controlariam as extinções globais verificadas ao longo do registro geológico. Várias idéias eram veiculadas, dentre ela a da década, de 50, que preconizava que as mortandades em larga escala estariam relacionadas com as ondas de radiações originadas de explosões supernovas, nas imediações do nosso sistema solar. Entretanto, estudos sugerem como causa das extinções dos grandes répteis ao final do Cretáceo o impacto de um bólido extraterrestre contra a Terra, abrindo caminho para posterior e investigações nessa linha. Entretanto, o estudo que mudou radicalmente as interpretações das extinções em massa foi o publicado por Luiz Alvarez e colaboradores na revista Science, em 1980, onde foram mostradas evidências geoquímicas do impacto de um corpo extraterrestre, que teria sido então o mecanismo para a extinção das espécies no intervalo Cretáceo-Terciário, cerca de 645 milhões de anos atrás

            Pela tabela 1.1 podemos perceber que a média de vida das espécies de plantas é em torno de5 a10 milhões de anos. O registro fóssil atual mostra cerca de1 a2% de plantas e animais que já viveram. Antes, a maioria esmagadora de espécies era marinha. Hoje, só 15% da diversidade estão no mar.

 

            Das cinco grandes extinções que ocorreram há milhões de anos atrás, as quatro primeiras extinguiram 65-85% dos animais marinhos. A quinta extinguiu 95% de espécies marinhas. Calculando-se usando dados desta tabela, conclui-se que de90 a96% das extinções ocorreu fora desses cinco grandes episódios (Lawton & May, 1995).

            Uma explicação para isso seria que o homem de milhões de anos atrás afetou muito menos a Austrália (achar algum exemplo de ação do homem) do que afeta hoje o Hawaí. O homem atualmente com toda sua tecnologia e forma de vida, causa muito mais estrago do que aquele homem nômade que retirava da terra o que precisava e partia em busca de mais alimentos. Já que, uma mudança do meio ambiente num passado não tão distante tem menos efeito na população do que uma mudança abrupta no passado distante, exemplo: glaciação. Os efeitos que são causados por uma glaciação são sentidos por muitos e muitos anos, enquanto uma mudança simples, recente, pode ter efeito menor.

A extinção faz parte do processo de evolução, já que os organismos são capazes de se adaptar às mudanças ambientais isto é, podem desenvolver as características necessárias, internas, externas ou de comportamento para sua sobrevivência. Por outro lado, aqueles organismos que não puderam adaptar-se se extinguiram. 

Entretanto, no passado, essas mudanças climáticas eram produzidas de forma relativamente lenta, ao longo de milhares ou milhões de anos. Ao longo dos últimos séculos, no entanto, uma única espécie, que ocupa um nicho enorme no planeta, o ser humano, provocou grandes alterações ambientais em períodos curtos ou depredou diversas espécies, limitando sua capacidade de reproduzir-se com a velocidade necessária para se manter o equilíbrio. Isto levou à extinção de milhares de espécies.  Isso representa um risco para a sobrevivência do planeta e dos seres vivos que nele habitam.

 

Cerca de 1,75 milhão de espécies foram nomeadas por taxonomistas até o ano 2000 (UNEP – WCMC). Assim, o número total de espécies foi recentemente estimado em 14 milhões(veja tabela ao lado), embora esta estimativa seja muito incerta, devido à falta de informações sobre o número de espécies de insetos, nematóides, bactérias e fungos.

 

 

 

Tabela 1.2: A UICN, criada em 1948, atua em mais de 100 países e conta com uma rede de mais de 10 mil especialistas. Há 40 anos a organização vem trabalhando na elaboração de listas de espécies oficialmente extintas ou em risco de extinção.

O número de espécies declaradas oficialmente extintas chegou a 27 nos últimos 20 anos, prova de que o ritmo atual de perda da biodiversidade é muitas vezes maior do que a taxa que prevaleceu por longos períodos geológicos. Estimativas baseadas nos fósseis já encontrados sugerem que a taxa de extinção anterior dos mamíferos e pássaros era de uma espécie perdida a cada 500 ou 1.000 anos (May, Lawton e Stork, 1995).

As espécies oficialmente extintas desde o início dos trabalhos da UICN, há 40 anos, chegam a 784, número que, segundo especialistas, deve ser acrescido de 65 outras espécies, que só conseguem sobreviver em cativeiro ouem cultivos.  Naprática, estão ameaçados 12% das espécies das aves; 23% das de mamíferos; 52% das de insetos; 32% das de anfíbios; 51% das de répteis; 25% das de coníferas e 20% das de tubarões e raias.

            Considera-se que hoje vivem 5-10 milhões de espécies. Juntando esse dado com os dos registros fósseis, estima-se que se extingue uma espécie por ano. Algumas considerações são importantes: espécies com estágio larval têm maior probabilidade de não se extinguirem, assim como aquelas que vivem em faixa de ampla abrangência. Isso corrobora a idéia de que os mais espalhados e abundantes têm maior chance de sobreviver que os restritos e raros.

            Mesmo para grupos bem estudados, a taxa de extinção é subestimada. Nas Ilhas Solomon (um país no Oceano Pacífico), por exemplo, supõe-se que 12 espécies de pássaros estejam extintas, mas só se tem certeza de uma. As taxas de extinção documentada e ameaçada variam entre localizações geográficas. Por exemplo: 27% das taxas para plantas vêm de populações endêmicas – quase não se tem dados sobre a África e América do Sul.

            Todas as projeções de taxas de extinção iminente são baseadas na relação de espécie/área, combinado com taxas estimadas de perda de área, desflorestamento ou outros processos: S=c.Az onde, S é o grupo taxonômico particular, A a área, c a constante e Z  está entre 0,2 e 0,3.

            Uma alternativa para pensar em extinção é não olhar para os dados, mas sim para os padrões de mudança recentes (Red Lists of Threatened Animals, 1990). Considerando isto: o número de espécies ameaçadas cresceu 30% de 1986 a 1990. Para pássaros e mamíferos essa abordagem implica na extinção de metade das espécies nos próximos 200-300 anos e para palmeiras nos próximos 50-100 anos. Lawton & May (1995) enfatizam que os dados do estudo foram compilados mais oportunamente do que sistematicamente, porém três diferentes metodologias apontam para tal. Há menores evidências para plantas e invertebrados.

            Nas extinções em massa vistas dos fósseis, espécies de menos abrangência tendem a sofrer mais. Bibby (1992) defende que seria prioridade identificar áreas endêmicas (identificou até 1995), 221 áreas endêmicas para pássaros, sendo que 168 são nos trópicos). Myers (1988) identificou 18 hotspots para plantas (principalmente nas florestas tropicais). Em resumo, ameaça e proteção são conceitos multidimensionais.

            Há pouca dúvida para os biólogos profissionais de que a Terra está atualmente confrontada com uma crescente perda de espécies que ameaça ser comparável às cinco grandes extinções em massa do passado geológico. Em 1993, o biólogo da Harvard E.O. Wilson estimou que a Terra esteja a perder alguma coisa da ordem de 30.000 espécies por ano – o, que rompe com a estatística ainda mais assustadora de cerca de três espécies por hora. Alguns biólogos começaram a sentir que a crise da biodiversidade é ainda mais grave e mais iminente que Wilson havia imaginado (Eldredge, N., 2005).

            Lawton & May (1995) ainda afirmam que muita da diversidade que herdamos terá desaparecido antes do homem se encaixar nela. O critério mais simples seria preservar o maior número de espécies. Mas isso teoricamente não é possível, então começam a discutir parâmetros para escolher qual espécie seria melhor salvar. E não chegam a um consenso, a não ser que isso só poderá ser feito se tivermos um método seguro de se obter os cálculos da biodiversidade local.

            Alguns podem se perguntar por que de tanto barulho em preservar se já houve cinco grandes extinções. Mas o caso é que essa seria única, pois não vem de causas naturais, mas sim das atividades de uma única espécie (que aliás ocupa cerca de 25 a 50% do território terrestre), o que a torna sem precedentes.            

 

PADRÕES DE EXTINÇÃO

 

            As extinções ocorrem quando os indivíduos de uma mesma espécie morrem sem deixarem nenhum descendente. Alguns paleontólogos dividem extinção em: extinção normal ou de fundo e extinção em massa (Futuyama, D. J., 2002). A primeira está ocorrendo o tempo todo enquanto espécies desaparecem à medida que evoluem e a segunda é aquela que há intervenção de fenômenos geológicos, provocando ou acelerando a extinção de espécies. Há ainda espécies em via de extinção, as quais estão sob uma possível extinção futura.

            Geralmente estima-se que mais de 99% das espécies que já viveram estão extintas, mas pouco sabe sobre as causas diretas da extinção (Rdley, 2004). Estas ficam ainda mais difíceis de entender ao regressarmos no tempo geológico, isso porque a qualidade das evidências depende de quão recente são os fósseis, já que em fósseis muito recentes, podemos ter evidências bem convincentes sobre a causa das extinções.

            Ecologistas têm documentado exemplos de extinção populacional por exclusão competitiva, na qual se observa que na natureza, se duas espécies similares tenderem a ocupar o mesmo nicho, a luta pela existência entre elas será intensa e resultará na extinção da espécie mais fraca. Outras causas naturais  (biológicas e não biológicas) podem induzir a extinção das espécies como, por exemplo, eventos físicos; vulcões; alterações climáticas; descida ou subida do nível do mar; aumento ou decréscimo da salinidade do mar; queda de um corpo extraterrestre; relações entre espécies; desenvolvimento de um vírus ou micróbio nocivo para espécies, entre outros.

            Nem todas as espécies têm os atributos necessários para se reproduzir num ritmo suficiente para permitir sua preservação, impedidas pelas numerosas fontes de mortalidade que afunilam todas as espécies. Dessa maneira, a extinção apresenta um papel importante na evolução da vida na Terra. Dois aspectos principais são sugeridos, dos quais o primeiro se refere à extinção como um fator que elimina as formas que estão fisiológica e anatomicamente menos eficientes para o ambiente atual que determinada espécie se encontra. Já no segundo aspecto, a extinção pode abrir nichos anteriormente ocupados por formas dominantes que impediam a evolução de suas espécies sucessoras. Uma das grandes histórias do registro fóssil é a da extinção dos dinossauros há pouco mais de 60 milhões de anos atrás e no período que se seguiu a tal extinção houve grande diversificação evolutiva dos mamíferos. Estes então ocuparam, em poucas dezenas de milhões de anos, a maioria dos habitats que eram ocupados anteriormente pelas espécies de dinossauros. Ou seja, a extinção dos dinossauros abriu caminho para a diversificação dos mamíferos (Rose, M., 2000).

            Além disso, deve-se tomar cuidado quando uma espécie morre e há uma relação de dependência com outra, porque esta também tende a morrer. Exemplo: plantas que “usam” pássaros para dispersão de sementes. Besouros britânicos quase não se extinguem e Coope (1978) afirma que isso deve ser relacionado ao fato de que eles têm motilidade, o que lhes permite acompanhar o ambiente em mudança. Comparativamente insetos são menos extinguíveis do que vertebrados. As diferenças na extinção provavelmente se dão pelos mesmos motivos que temos espécies k- e r-selecionados (Lawton & May, 1995).

            As extinções também podem ser induzidas pelo homem quando estes exploram e caçam animais visando lucro ou mesmo para coleções; introduzem espécies num novo meio; destroem habitats e ecossistemas por desmatamento, poluição, urbanizações, agricultura ou minério e; efeitos devastadores em ilhas.     Em alguns estudos, em vez de examinar as espécies individualmente, examinam-se os padrões de um grande número de espécies ou táxons mais elevados. E uma hipótese sugerida por Van Valen em 1973 para analise de padrões é a Hipótese da Rainha Vermelha, a qual faz alusão à observação da Rainha Vermelha em Alice Através do Espelho, no livro de Lewis Carroll: “aqui, veja você, é preciso correr tanto quanto se consegue para ficar no mesmo lugar”. Fazendo então uma analogia entre a corrida e a as mudanças coevolutivas (Ridley, 2004).

            Em tal hipótese um grupo de espécies que competem tem, em média, níveis balanceados de adaptação, e todas elas estão atrás de sua melhor condição possível. Em qualquer ocasião, uma espécie pode sofrer um ataque aleatório de má sorte reprodutiva e ser extinta. Ou seja, sugere uma causa biológica para as extinções em que as espécies se extinguem quando são sobrepujadas na competição com outras espécies, que fizeram progressos evolutivos. Porém, alguns biólogos não estão certos sobre quanto às taxas de extinção são freqüentemente constantes e nem mesmo, sobre o quão boa explicação é a coevolução Rainha Vermelha para as taxas de extinção (Ridley, 2004).

 

EXTINÇÕES EM MASSA

 

            Extinções em massa de espécies estão sempre ligadas a mudanças bruscas e radicais no meio ambiente. Se a temperatura aumenta, por exemplo, organismos tropicais fogem para as zonas temperadas, e os organismos polares podem ser dizimados. Mas se a temperatura resfria - se, uma migração inversa ocorre, com prejuízo para os organismos tropicais, agora aprisionados em uma armadilha mortal.

            A geologia tem registrado, desde o final do Pré -Cambriano (570 milhões  de anos atrás) até o Pleistoceno (2  milhões de anos atrás), cerca de nove extinções globais. Entretanto, em cinco ocasiões, elas ocorreram com magnitude, diferenciando - se das demais e dentre essas cinco, duas são ainda maiores.        Extinção em massa de menores proporções são registradas no final do Ordoviciano, no final do Devoniano e do Triássico e são utilizadas como marcadores de tempo.

            Segundo alguns autores, o Estágio Hirmantiano, (final do Ordoviciano) marca o que teria sido a primeira das cinco grandes crises do Fanerozóico Aproximadamente 25% das famílias e cerca de 60% os gêneros de organismos marinhos foram perdidos. Dentre suas vítimas estariam os trilobitas pelágicos, alguns graptozoários, braquiópodes e bivalves. Os fatores contribuintes foram grandes flutuações no nível do mar, que resultou de extensas glaciações, seguido por um período de grande aquecimento global. Vertebrados terrestres ainda não tinha evoluído. Este evento teria ocorrido em dois pulsos intercalados por uma fase de expansão caracterizada pela fauna Hirmantia, uma associação de braquiópodes e trilobitas de águas mais frias.

            A extinção do final do Devoniano Superior (≈ 364Mya), quando 22% das famílias marinhas e 57% dos gêneros marinhos, incluindo quase todos os peixes com mandíbula inferior,desapareceram. Um resfriamento global após impactos de meteoróides pode ter sido responsável pelas extinções. Anfíbios, os primeiros vertebrados terrestres, evoluíram no final do Devoniano, e eles sobreviveram a esta extinçãoem massa. Alémdisso, essa extinção apresenta um dos padrões mais seletivos de todas as crises bióticas. Os placodermes, grupo de peixes dominantes neste período, foram totalmente extintos. Os goniatites (uma ordem de moluscos) também foram muito afetados restando somente poucas espécies. Entre os trilobitas, somente um pequeno grupo teria resistido. Contudo, embora tenha sido uma crise rigorosa entre os organismos pelágicos, a crise Devoniana teria afetado muito pouco os organismos bentônicos como demonstrado no registro dos briozoários e corais rugosos e tabulados.

            Finalmente, a crise do final do Triássico e início do Jurássico foi um dos eventos mais notáveis resultando, 95% de todas as espécies (marinhas, assim como terrestres) foram perdidos, incluindo 53%das famílias marinhas, 84% dos gêneros marinhos e 70% das plantas terrestres, insetos e vertebrados. Entre os especialistas, existe um consenso de que esta crise teria sido provocada pela desoxigenação de inúmeros habitats devido a um aumento significativo da temperatura registrado no final do Triássico.

            O primeiro evento de grande magnitude ocorreu cerca de 248 milhões de anos atrás, na passagem do período Permiano para o Triássico. Já o segundo evento ocorreu na fronteira entre o Cretáceo e Terciário (64,5 milhões de anos atrás).

            Na passagem da Era Paleozóica para a Era Mesozóica, no final do Período Permiano. Esta época foi marcada pela maior extinção de seres vivos registrada na história da vida sobre a Terra atingindo muitos grupos de organismos de diferentes habitats. Quase todos os invertebrados do Paleozóico desapareceram. cerca de 95% das espécies encontradas no Permiano não apareceram mais no Terciário, incluindo vertebrados e invertebrados.

            Entre os vertebrados, 75% dos anfíbios e 80% das famílias de répteis desapareceram do registro geológico. Alguns grupos que sobreviveram à extinção permiana reduziram drasticamente e nunca mais alcançaram o domínio ecológico que possuíam anteriormente. Dentre os grupos mais afetados estão os foraminíferos fusilinídeos, trilobitas, corais rugosos e tabulares, placodermes, entre outros. Dentre os grupos drasticamente reduzidos estão os briozoários, braquiópodes, crinóides, amonóides (moluscos), euripterídeos, ostracódes e equinodermas. Estudos plublicados a partir da década dos anos oitenta sugeriram que não existe evidência segura de extinção em massa no registro fóssil das plantas.

            A passagem da Era Mesozóica para a Cenozóica também foi assinalada por uma grande extinção em massa no registro geológico denominada crise K/T (Cretáceo/Terciário). Esta crise é mais conhecida por ter exterminado os dinossauros da face da Terra. Cerca de 85% de todas as espécies de seres vivos desapareceram tornando a crise K/T a segunda maior no registro geológico.

            Contudo não foram apenas os dinossauros as vítimas deste evento. Outras linhagens de répteis marinhos tais como os ictiossaurus, plesiossaurus e mesossaurus também teriam sido extintos, bem como os pterossaurus  (répteis voadores). Entre os invertebrados, muitas espécies e foraminíferos, alguns grupos de moluscos (amonóides, belenmnóides) também foram extintos. Dentre os grupos bastante afetados estão os foraminíferos planctônicos, dinoflagelados, braquiópodes e equinóides. Os grupos menos afetados foram as plantas com flores, os gastrópodes, pelicípodes, anfíbios e mamíferos.

            Tradicionalmente, duas correntes de pensamentos associam essas mudanças ambientais bruscas em nosso planeta a dois fenômenos: vulcanismo em grande escala e impacto na Terra por um corpo extraterrestre.

            Em ambas as fronteiras temporais supradescritas relacionadas com mudanças climáticas e extinções, ocorreram alguns dos maiores eventos vulcânicos do planeta, com extravasamento de centenas de milhares de quilômetros quadrados de lavas. O vulcanismo relacionado com o primeiro evento (Permo-Triássico) ocorreu na Sibéria, durando um período de tempo geológico relativamente curto, cerca de 800.000-900.000 anos. Poeira e gases foram lançados na atmosfera em grandes quantidades. As conseqüências para a vida foram: um resfriamento global decorrente da obstrução da luz do sol durante anos, e depois um aquecimento decorrente dos gases agora presentes na atmosfera, patrocinadores do efeito estufa. 

            O segundo grande evento de extinção em larga escala (fronteira Cretáceo - Terciário) Alguns pesquisadores acreditam que a presença de altas concentrações de irídio em uma fina camada de sedimento depositado no limite K/T e encontrada em sedimentos marinhos e continentais em inúmeras localidades em torno da Terra só pode ser explicada considerando-se a ação do impacto de meteoritos. Isso porque o irídio é um elemento só encontrado no manto terrestre ou em corpos celestes como os meteoritos e cometas. Outros cientistas já acreditam que por poder ter também o irídio origem no manto terrestre que, as erupções vulcânicas foram o agente mais importante no desencadeamento da crise K/T, como evidenciado no planalto de Decan, na Índia e Paquistão. No local são observados extensos derrames de lava basáltica no limite Cretáceo/Terciário ocupando atualmente uma área de 500.000 km2. Este derrame teria produzido enormes quantidades de cinzas, alterando o clima global da Terra e a química dos oceanos. Assim, tanto as erupções vulcânicas como os impactos de meteoritos são mecanismos viáveis para explicar a extinção em massa verificada no limite Cretáceo/Terciário.

Os répteis foram a forma de vida dominante na Terra durante muitos milhões de anos, e os dinossauros representam a culminação de sua evolução. Eram animais evoluídos e perfeitamente adaptados as condições de vida do ambiente em que viviam. Na terminologia grega, deinos, significa “terrível” e  sauros, significa “lagarto”, dando origem a palavra dinossauro.

Muitos estudos através de fósseis foram culminados para entender melhor sobre a história de vida dos dinossauros e suas relações com o ambiente. Nesse contexto surge Mary Anning (1799-1847), uma colecionadora e comerciante de fósseis, onde, em Lyme Regis, Dorset, na costa sul da Inglaterra – onde as rochas do cretáceo são ricas em restos de plantas e animais que viveram há muitíssimo tempo, e que mortos, foram conservados e enterrados em sedimentos trazidos pelo mar – iniciou o seu trabalho de triagem, identificação e classificação no mercado de fósseis. Em 1810 ela descobriu em falésias da praia, ossos de que haviam sido deum grande animal marinho, distinto de qualquer animal moderno. Os cientistas possibilitaram uma reconstrução do animal, recebendo o nome posteriormente de Ictiossauro. Em 1770 foi descoberto por um povo holandês, em uma caverna subterrânea de Maastricht, a beira do rio Mosa, mandíbulas de um enorme lagarto. Logo a criatura foi denominada Monossaurio (Lagarto da Mosa), que se acredita ser um réptil carnívoro e marinho. Em 1784 encontraram na Baviera restos de um pequeno réptil voador, recebendo o nome de Pterossaurio. Em 1822 em Sussex, no sul da Inglaterra, foram encontrados dentes fósseis de um animal denominado Iguanodon, um réptil similar, em termos gerais, a uma iguana – com padrões anatômicos muito maiores. A partir daí novos fósseis foram descobertos e gêneros identificados.

Para dar suporte e validar os achados de vários pesquisadores de fósseis como Mary Anning, muitos cientista propuseram teorias para ajudar na datação e classificação dos dinossauros. James Hutton (1726-1797) enunciou a teoria do uniformitarismo – os processos  geológicos que tem lugar atualmente na Terra  haviam acontecido de um modo similar a toda extensão da história do planeta. Quando se conhece o processo que produz uma rocha, pode-se propor que esse mesmo processo foi responsável pela produção, ao longo da história, de rochas semelhantes. Para calcular a medida de deposição de sedimentos sobre a matéria a ser fossilizada e conservada em determinado estrato rochoso, vários princípios teóricos foram propostos – princípio da horizontalidade original, princípio da superposição e princípio da continuidade lateral e original. Com isso determinou-se que as rochas onde existissem fósseis de dinossauros pertencem ao período chamado Cretáceo. Mas na verdade, a quantidade de fósseis encontrados não condiz com a realidade do número total de fósseis – seria somente a ponta de um gigante Iceberg.

O que aconteceu para provocar uma catástrofe de tão magnitude? Por que os dinossauros se extinguiram? Quem os matou? A era Mesozóica começou em torno de 225 milhões de anos e os répteis floresciam durante toda ela (Cretáceo → 65 milhões →Terciário [Mesozóica]).   O que causou as extinções ficou conhecido como o Evento limite Cretáceo-Terciário, limite bem real e de natureza física.  Mary Annig encontrou seus fósseis no limite, entre os estratos da época conhecida como Jurássico Inferior (subdivisão do Jurássico) e o Cretáceo, pois seus fósseis tem entre 65 e 200 milhões de anos. O desaparecimento dos dinossauros data por volta de 65 milhões de anos. Quando eles desapareceram do planeta, 85% das espécies viventes se perderam junto. A catástrofe foi imensa, muitíssimo maior que o homem moderno poderia nunca produzir, inclusive se utilizar simultaneamente todas as armas nucleares do arsenal mundial.

Muitas teorias para a extinção dos dinossauros foram propostas, mas as provas eram insuficientes para corroborar com as teorias. Dessa forma algumas possíveis causas para extinção em massa dos dinossauros foram elucidadas:

1)     A mudança climática que ocorreu durante o período Cretáceo;

2)     A inversão do campo magnético da Terra invertendo a polaridade (norte em sul, e sul em norte). Com essa inversão, a magnetosfera, escudo formado pelo campo magnético que envolve o planeta, está debilitada, permitindo a entrada de radiação ionizante procedente do Sol. Algumas hipóteses sugerem que as inversões de polaridade podem ser causadas por impactos de meteoritos.

3)     Uma das teoria acredita na prosperidade dos mamíferos sobre os répteis. Como eles eram animais de “sangue quente”, homeotérmicos, os mamíferos podiam seguir um modo de vida noturno, e os répteis de “sangue frio”, pecilotérmicos não podiam. Com isso seus ovos estariam desprotegidos e seriam presas fáceis para os mamíferos que se alimentavam a noite, dessa forma provocou-se uma deficiência reprodutiva dos répteis e diminuição das espécies até o desaparecimento por completo.

4)     Outra teoria sugere que uma estrela como uma supernova estaria em nossa região da galáxia, jogando sobre a superfície terrestre partículas de grande energia. O sistema solar estaria sendo atravessado por uma nuvem de poeira interestelar e o permanecimento dessa nuvem teria escurecido o planeta. Concomitantemente, em um planeta escuro as plantas dependentes de luz solar morreriam, os animais dependentes delas também, e um ambiente escuro e frio se instalaria na Terra, sendo um ambiente inóspitos para animais pecilotérmicos.

5)     Por último e a mais aceita teoria, o choque de um grande objeto – um meteorito, um cometa - contra a Terra seria o responsável pela extinção. Planetesimal é o termo geralmente usado para referir-se a objetos sólidos que existem no espaço, com tamanho similar de um pequeno planeta. Se um planetesimal tivesse entrado na atmosfera terrestre em alta velocidade ele demoraria pouco segundos para alcançar a superfície. Esse impacto teria gerado uma explosão descomunal – se compararmos essa explosão com a maior bomba de hidrogênio, seria como comparar a erupção do monte Santa Elena com os disparos de uma arma de brinquedo. O som seria propagado em grandes ondas de choques; os terremotos causados pelo impacto poderiam ser sentidos em qualquer parte do mundo; caso os impacto fosse no mar tsunamis monstruosas seriam produzidas; e uma cratera de 200 quilômetros de diâmetro abriria expulsando material para atmosfera. A energia seria tão grande que reações químicas ocorreriam no próprio ar e a liberação do magma através dos vulcões em erupção. Caso o objeto tivesse entrado em ângulo mais empinado, de modo que admitisse uma órbita instável em volta da Terra, girando cada vez mais, ele desintegraria em fragmentos e cairia sobre uma extensa área. Em todo esse percurso a energia teria diminuído.

Portanto, abre - se um debate científico que há muito tem empolgado os cientistas. Creditar ao vulcanismo ou a impacto cósmico as grandes mudanças ambientais que ocorrem no planeta, assim como suas correspondentes extinçõesem massa. Nessesentido, vulcanismos basálticos registrados relacionam - se sistematicamente com os períodos de extinçõesem massa. Seusefeitos seriam muito semelhantes àqueles relacionados com um impacto cósmico, como saturação da atmosfera por poeira e gases, formação de tsunamis (maremotos), além de concentrações anômalas de metais raros na crosta terrestre como platinóides. Adicionalmente, tem-se admitido que  um impacto de grandes proporções geraria também vulcanismo em grande escala, graças à propagação pela Terra das ondas de choque. Pelo menos no caso da extinção do Cretáceo-Terciário, pode - se afirmar a existência conjunta desses dois fenômenos (Sgarbi, G. N. C., 2001)

            A pesquisa sobre as causas das extinções em massa está considerando vários fatores incluindo impacto de asteróides, vulcanismo, mudanças ao nível do mar, clima e tectônica de placas. Atualmente parece improvável que cada um dos fatores atue como causa geral de extinçõesem massa. Váriosfatores podem agir, em várias combinações (Ridley, 2004).

 

 

EXTINÇÃO NATURAL VERSUS ANTROPOGÊNICA

 

Durante os últimos 600 milhões de anos existiram vários episódios de extinção massiva, cinco dos quais estiveram a ponto de fazer desaparecer a vida sobre o planeta. Por exemplo, durante o período Permiano, deu-se a maior extinção de todas, que culminou com quase 95% da vida sobre o planeta. Outro exemplo é a extinção dos dinossauros, que viveram durante milhões de anos e então desapareceram.

O número de espécies declaradas oficialmente extintas chegou a 27 nos últimos 20 anos, prova de que o ritmo atual de perda da biodiversidade é muitas vezes maior do que a taxa que prevaleceu por longos períodos geológicos. Estimativas baseadas nos fósseis já encontrados sugerem que a taxa de extinção anterior dos mamíferos e pássaros era de uma espécie perdida a cada 500 ou 1.000 anos (May, Lawton e Stork, 1995).

As espécies oficialmente extintas desde o início dos trabalhos da UICN, há 40 anos, chegam a 784, número que, segundo especialistas, deve ser acrescido de 65 outras espécies, que só conseguem sobreviver em cativeiro ouem cultivos.  Naprática, estão ameaçados 12% das espécies das aves; 23% das de mamíferos; 52% das de insetos; 32% das de anfíbios; 51% das de répteis; 25% das de coníferas e 20% das de tubarões e raias.

Os organismos vivos contribuem para uma grande variedade de serviços ambientais, como a regulação da composição gasosa da atmosfera, proteção de zonas costeiras, regulação de ciclos hidrológicos e do clima, geração e conservação de solos férteis, dispersão e decomposição de resíduos, polinização de várias plantações e a absorção de poluentes (UNEP, 1995). Sob uma ótica estritamente antropocêntrica, muitos desses serviços foram qualificados e quantizados em  termos econômicos; calculou-se recentemente que o valor econômico combinado de 17 serviços prestados pelos 16 biomas analisados, varia entre US$ 16 trilhões e US$ 54 trilhões por ano (Costanza e outros, 1997). Existem limitações nestas análises: Vários biomas e diversas categorias de serviços ambientais ficaram de fora do trabalho, já que não são ainda adequadamente pesquisados e objeto de valoração econômica. O próprio Cerrado, cujos estudos de valoração econômica ainda são muito recentes, não foi considerado. Mais estudos sendo disponibilizados, o valor total aumenta.

A saúde e o bem-estar humanos dependem diretamente da biodiversidade. Por exemplo, 10 dos 25 medicamentos mais vendidos no mundo em 1997 derivavam de fontes naturais. Estima-se que o valor do mercado mundial de produtos  farmacêuticos derivados de recursos genéticos esteja entre US$ 75 bilhões de US$ 150 bilhões por ano. Cerca de 75% da população mundial usa remédios tradicionais diretamente derivados de fontes naturais para tratar da saúde (UNDP, UNEP, World Bank e WRI, 2000).

A biodiversidade também fornece recursos genéticos para alimentos e para a agricultura e, portanto, constitui a base biológica para a segurança alimentar do mundo e o suporte à subsistência humana.

Várias espécies relacionadas a plantas silvestres são de grande importância para as economias nacionais e mundiais. Por exemplo, certas variedades etíopes protegeram de patógenos virais plantações de cevada californianas, estimadas em US$ 160 milhões por ano. A resistência genética a doenças obtida a partir de variedades silvestres de trigo na Turquia foi avaliada em US$ 50 milhões por ano (UNEP, 1995).

Assim, atualmente, verifica-se o fenômeno da redução e perda de espécies. A biodiversidade global está mudando a uma velocidade sem precedentes (Pimm e outros, 1995), e os maiores responsáveis por essa mudança são a conversão de terras, as mudanças climáticas, a poluição, a exploração não sustentável dos recursos naturais e a introdução de espécies exóticas (Sala e outros, 2000). As causas principais da perda de biodiversidade são o crescimento da população humana associada a padrões de consumo insustentáveis, uma crescente produção de lixo e poluentes, o desenvolvimento urbano, conflitos internacionais e a contínua desigualdade na distribuição de recursos. Desta forma, é necessário repensar as ações humanas, pois a extinção de espécies representa perda de biodiversidade, o que pode ocasionar a extinção do próprio ser humano por escassez de serviços ambientais prestados pela biodiversidade.

Alguns podem se perguntar por que de tanto barulho em preservar se já houve cinco grandes extinções. Mas o caso é que essa seria única, pois não vem de causas naturais, mas sim das atividades de uma única espécie (que aliás ocupa cerca de 25 a 50% do território terrestre), o que a torna sem precedentes. 

 

 

  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

  • ·        ALLABY, M.; LOVELOCK; J. La gran extension. El fin de los dinosaurios. Ed. Blume, Madrid: Hermam Blume, 1987.

 

  • AVISE, J.C., HUBBELL, S. P., AYALA, F.J. - In the Light of Evolution, Volume II: Biodiversity and Extinction. 2008 – Disponível em: http://www.nap.edu/catalog/12501.html Acesso em: 15/06/2011

 

  • COSTA, M. N. de S. - A Coluna Geológica e a Paleontologia.   4º Encontro Nacional de Criacionistas. São Paulo - UNASP, 2002. UNEP (1995). Global Biodiversity Assessment.Cambridge, Cambridge University Press UNEP-WCMC (2000). Global Biodiversity: Earth’s living resources in the 21st century. Cambridge, World Conservation Press;

 

  • COSTANZA, R., d’Arge, R., de Groot, R., Farber, S., Grasso, M., Hannon, B., Limburg, K., Naeem, S., O’Neill, R. V., Paruelo, J., Raskin, R. G., Sutton, P. and van den Belt, M. (1997). The value of the world’s ecosystem services and natural capital. Nature. 387, 253–60

 

·        ELDREDGE, N. - The Sixth Extinction. 2005. Disponível em: <http://www.actionbioscience.org/newfrontiers/eldredge2.html> Acesso em: 09/06/2011

 

  • FUTUYMA, D. J., - Biologia Evolutiva. 2ª Edição – Ribeiro Preto: FUNEC, 2002. p. 379 – 385

 

  • LAWTON, J. H. & MAY R. M. Extinction Rates. Editora Oxford, 199

 

  • May, R. M., Lawton, J. H. and Stork, N. E. (1995). Assessing extinction rates. In J. H. Lawton and R. M.May (ed.), Extinction Rates. Oxford, Oxford University Press

 

 

 

  • RIDLEY, M. – Evolução. 3ª Edição – Porto Alegre: Artmed, 2006. p. 664 – 674

 

 

  • Sala, O.E., Chapin III, F.S., Armesto, J.J., Berlow, R., Bloomfield, J., Dirzo, R., Huber-Sanwald, E., Huenneke, L.F., Jackson, R.B., Kinzig, A., Leemans, R., Lodge, D., Mooney, H.A., Oesterheld, M., Poff, N.L., Sykes, M.T., Walker,B.H., Walker, M. and Wall, D.H. (2000). Global biodiversity scenarios for the year 2100. Science. 287, 1770-74

 

  • UNEP (1995). Global Biodiversity Assessment. Cambridge, Cambridge University Press

 

  • WRI and IUCN (1998). Climate, Biodiversity and Forests. Issues and Opportunities Emerging from the Kyoto Protocol. Washington DC, World Resources Institute

 

 



publicado por Sérvio Pontes Ribeiro às 19:52
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